Eu ando fugindo, me escondendo. Isso não é típico de mim.
As pessoas dizem sentir falta da minha presença ali, mas eu não sinto a mesma.
Pra dizer a verdade, ultimamente, eu não ando sentindo nada.
Eu ando sem vontade, sem desejo, sem paixão.
Parece que estou correndo em uma grande estrada.
Olho para trás,não vejo mais o início e para frente nem sinal do fim.
Olho para os lados, a mesma cena que se repete e se repete.
Eu não saio do lugar.
Paro e descanso aqui mesmo, desconfortável.
Deito no asfalto, perco o ânimo de continuar
-Quantas vezes o fim parecia tão próximo?
-Quantas vezes cheguei a acreditar naquela ilusão?
Esqueci qualquer razão que me trouxe até aqui, eu estou dentro.
E já que não consigo sair...
Eu paro por aqui.
E se quiser ir embora, que se vá
Eu não to pra ninguém...
Nem pra mim.
se quiseres ir embora sevá, eu não to pra ninguém
terça-feira, 1 de junho de 2010
Pra ninguém.

"Fiz mais do que posso.
Vi mais do que agüento.
E a areia dos meus olhos é a mesma.
Que acolheu minhas pegadas...
Depois de tanto caminhar.
Depois de quase desistir.
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Eu lutei contra tudo.
Eu fugi do que era seguro.
Descobri que é possível viver só.
Mas num mundo sem verdade...
Depois de tanto caminhar.
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você."
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