sábado, 27 de março de 2010

It's times like these

You learn to live again;


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Pensei em várias formas de começar isso aqui, mas é tão difícil falar sobre, deve ser difícil por eu não saber realmente o que é. Quando eu não domino o assunto fica ridícula uma apresentação de trabalho na escola, passei por isso semana passada e não foi nada legal HAHA, ficou tipo aqueles textos decorados com uma introdução bem improvisada tirada do meu conhecimento prévio que até convenceu, mas não agradou. Eu odeio esse tipo de coisa, tanto quanto odeio aqueles textos óbvios de auto ajuda, ou pensamentos clichês que apesar de dizerem a mais pura verdade, não vejo nenhuma experiência real naquilo, é -Ser o que ouviu dizer e não o Ser o que aprendeu a ser, então fica mais fácil eu ser sincera e sinceramente eu não sei descrever o que se passa aqui....
É um sentimento muito forte e ultimamente eu e meus sentimentos estamos nos desentendendo um pouco, eu tento até evitá-los, como fazem parte de mim, insistem em querer chamar minha atenção, eu canto bem alto, tapo os ouvidos, tiro meus óculos (quem me conhece sabe) mãs não adianta, eles sempre conseguem um pontinha que seja. Também não é sentir falta, porque sentir falta deve ser algo que eu esteja acostumada a ter sempre por perto, esta mais pra uma vontade, quero preencher algum espaço que esteja sobrando aqui, mas preencher com excentricidade , dar lugar a novos sentimentos. Mas sei lá isso me soa familiar, por isso pode ser confundido com saudade, é como se tivesse acabado e agora quisesse de volta, todos os valores que se perderam pelos caminhos que eu percorri, só assim mesmo pra aprender a dar o digno valor.

Sou a mesma, sempre fui desde quando comecei, só que agora sou uma consequência de tudo aquilo que vivi até hoje, 16 anos eu sei que é pouquíssimo, mas mesmo assim eu tenho voz, um pouco do que é a vida, eu já sei dizer, conselhos podem sair da minha boca e mil dúvidas também. O que eu posso dizer agora, é que tudo o que é momentâneo, não me atrai mais. Tantas pessoas passaram pela minha vida e já se foram, se mostraram tão convincentes quando diziam que SEMPRE ESTARIAM DO MEU LADO e nossa, incrível não estão mais aqui, deixou de ser conveniente pra eles. É muito triste não reconhecer mais alguém, alguém que significou tanto. Algumas situações mexem com a cabeça das pessoas, elas se perdem por tão pouco, comecei a ter nojo da futilidade delas, de olhar e sentir pena, de tão vazias que se tornaram.

Eu sei disso porque já me dexei levar muuuuitas vezes. Mudar por alguém que você ACHA que vale a pena, poderia até valer a pena mas não era pra você, não era e não adianta forçar qualquer situação, quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontâneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Ontem conversei com a minha amiga sobre, e só mesmo quando olhamos no espelho e nem nos reconhecemos mais, paramos pra ouvir o que dizemos e nos indignamos, aí paramos pra ouvir o que estão dizendo sobre nós e choramos; nada é atoa, se disseram é porque algum motivo nós demos... Quando saímos daquele ritmo que a conciência fala, aí tudo desaba em cima de você, quando caímos naquele vazio que discernimos, quem é realmente seu amigo, quem você realmente é, que você jogou fora tudo o que tinha.

Quero sentir orgulho de ter alguém do meu lado, saber o quanto essa pessoa se importa. Quero poder falar o que penso sem me preocupar, jogar conversa fora horas e horas sem medir o tempo, quero sinceridade no olhos, um sentimento puro, aquela coisa de 'primeiro amor' quando agnte nem sabia o que era amor ainda, se é que eu sei. Muito além do físico a atração vem de um conjunto de coisas, é encontrar razões nela que a própria razão desconhece. Como já disse- superficial não me afeta mais, o momentâneo perdeu a graça, quero algo real...
Sei lá acho que é isso que chamam de amadurecimento. Aquilo que veio com o tempo, sem prever, aquilo que querendo ou não eu aprendi a ser.


"A juventude, ainda que ninguém a combata, acha em si mesma seu próprio inimigo" [w.s]

quinta-feira, 25 de março de 2010

"Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: Em que espelho ficou perdida a minha face?" C M

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"Acontece que uma chama apaga a outra; que uma dor se alivia com o tormento de outra; que depois de rodar de um lado até ficares aturdido, recuperas o equilíbrio rodando do outro; que de uma desesperada aflição podes sanar graças à angústia de outra; deixa que uma nova ferida te turve os olhos até expulsar o veneno da antiga."Romeu e Julieta - Ato I, Cena II.

"Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como? Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra. Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra. A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos."



If u're a bird, i'm too.

(não reparem no cabelo, é final de festa kkkk)

Ninguém entra na nossa vida por acaso e essa amiga tem me mostrado isso.
Parece que te conheço há anos menina, VOCÊ É COMOUMA IRMÃ PRA MIM...

Há uma ligação muito forte entre nós
e quando você me diz: ‘Calma, vai dar tudo certo, quando você menos esperar, vai acontecer’ acredito em você, por mais teimosa que eu seja.
E quando eu digo: ‘Para tudo ficar bem, você precisa estar bem consigo mesma’ você concorda, mesmo sendo mais teimosa que eu.
É bom saber que tem alguém que passou pelas mesmas coisas, entende perfeitamente o que você sente e busca as mesmas coisas que você.
É bom poder estender a mão pra aquela amiga e saber que ela vai ficar bem, porque quando ela esta bem, você também está.
Temos essa necessidade de estar sempre perto uma da outra, de fazer tudo juntas e dividir tudo, crescer e amadurecer juntas... é raridade nessa vida.

Lê, eu te amo mto mto mto amiga!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Isso é tudo (:


Certos dias em que a saudade chegou no seu limite, eu desabei. As coisas não saiam do lugar, os mesmos rostos, a mesma rotina.
Sentia como se eu não passasse de um móvel, juntando poeira no canto da sala. Eu tinha uma gavetinha dentro dela está cheia de cartas, fotos, músicas e um baú trancado, pode-se ouvir tão sorrateiramente um batimento cardíaco dentro dele. No âmbito da sala não se escuta nada, não se encontra nem ânimo pra me tirar o pó, como um objeto ainda sujo eu só observava a vida lá fora.
Às vezes sinto o toque daquelas palavras, lembranças apenas isto. Servem-me pra que? Um alívio talvez, tão momentâneo quanto as estação do ano, são cinco minutinhos de prazer que logo se esvaíram e volto a estocar poeira novamente.
A cada dia uma nova metáfora, a casa dia uma nova história, a saudade foi se transparecendo de alguma forma, mas até quando continuaria escrevendo?
Toda força pra lutar, toda vontade de insistir tiveram seu limite. Ele abriu a porta e saiu, me deixou ali. Em tanto tempo meus sentidos me disseram que não havia acabo definitivamente, eu não sabia o porquê, agora resposta pra isso eu já tenho.
Tomei de volta a chave que ele tinha roubado, destranquei o baú, fiz reviver toda a vida que tinha tomado todinha pra ele, voltou a ser minha.
O sofrimento acaba, quando decidimos que ele deve acabar, acordar no dia seguinte e abrir um sorriso, é uma opção que ninguém pode fazer por nós. Ainda me pego às vezes em pensamentos que não devia ter, mas eu sei que isso é com o tempo que se vai...
Procurei em outros olhos enxergar os dele, me escondi atrás dos livros, cumpri novos horários, ocupei a minha mente, conheci novos rostos, elaborei um plano de fuga, mas no fim do dia os meus sonhos ainda me mostravam o que eu não queria ver, era ele ainda. Enfim tentar substituir algo não adiantaria de nada , uma hora ou outra um vazio tomaria conta de mim, não estava satisfeita...
Tive que aprender a não apostar minha felicidade por tão pouco, tive que aprender sozinha e consegui.... agora eu me basto, para assim depois, poder bastar alguém.





De repente sou tomada por um choque de entusiasmo, minha mente se enche de ideias e eu começo a fantasiar. Sabe se depender da imaginação eu atravesso oceanos, se depender do coração, eu me apaixono todos os dias, se depender das minhas vontades, eu agarro a primeira chance, mas se depender de oportunidades eu espero sentada.
É frustrante abrir meus olhos e perceber que tudo não passou de um sonho, toda a êxtase em segundos se esgota, outro dia começando, a realidade seguindo seu caminho.
Realidade, se existe uma palavra que pesa e consente é esta, a própria frieza.


Mas quem dirá que o sonho não se converte a ela? Caindo das nuvens direto para o chão, criando forças; Estendendo nossas mãos aos sonho, aqueles desejos ocultos ganham vida, nenhum por natureza se acanha.
E eu enfim me pergunto: De onde vem tanta inspiração para recriar? É estranho, por mais que o nosso coração se machuque, há sempre amor, amor pela vida que insatisfeita criou o sonho para que saibamos que podemos ir além, sem nunca desacreditar. (:

'Vou deixar como pontos finais...


Os pingos dos i's pingaram em descompasso tão grande! Eu quis resgatá-los do chão, mas vou deixá-los aonde eles caíram... vou deixar esses pingos finais da chuva de um ano sobre mim bem alí, onde eles exercem sua perfeita função...

neverforget...

'Eu começo a rir sozinha lembrando de tudo que aconteceu, desde o dia em que conheci, quando ainda era tudo novo pra mim, até o dia em que 'acabou' quando já estava tão cansada de tudo, alguns dizem que tomei as atitudes erradas, outros que fui até trouxa demais, eu cansei de me cobrar tanto, só lamento por não ter tido o final esperado... mas como vou saber se aquele foi mesmo o fim? Há muito o que acontecer ainda, mesmo que ano que vem sejam rotinas completamente diferentes, quem vai prever?
... o que mais me impressionou foi que desde que chegou, poderia ir, ficar muito tempo longe, mas depois sempre voltava e fosse com qualquer raiva que eu estivesse, sempre me conseguia de volta.
'O que mudou em tanto tempo, foi a forma de ver as coisas, a forma de tratar, mas o sentimento sempre foi o mesmo.
Eu só me perguntava o por quê e como...
-Alguém conseguia mexer comigo daquele jeito. Como alguém conseguia mudar todo meu comportamento, Conseguia me deixar nervosa e confortável ao mesmo tempo, me fazia gritar de raiva, chorar e rir ao mesmo tempo. Um jogo de contradições que me deixou quase louca hahahahaha, me fez muito mal e muito bem... ao mesmo tempo!
'Me mostrou um sentimento que eu conhecia tão pouco e tive o desprazer de sentir tão intensamente, me mostrou o que é chorar de ciúmes, o que é perder muitas coisas por causa disso...
A 'arte' de superar não tem mais a mínima graça pra mim, a outra de esnobar é mais ridícula ainda, digamos que tudo que me leve pra longe não me agrada mais, porque eu não quero mais fugir, não quero mais provar nada.
Foi tão grande a influência que teve sobre mim que ele mesmo nem imagina... Me ensinou principalmente a não levar as coisas tão a sério, me ensiou que os gestos valem muito muito mais do que qualquer palavra, me ensiou a valorizar coisas simples, me mostrou meu lado sentimental que eu nem sabia que existia e que eu nunca deixei transparecer, me fez sentir a mais infantil e a mais madura ao mesmo tempo, ele me fazer odiar e amar ao mesmo tempo, me tirar do sério desde a primeira conversa e me consumir por tanto e tanto tempo...
Pra acabar da mesma forma com que começou: eu fingindo que não me importava e ele sabendo que não era nada daquilo.



Escrevi este texto em dezembro de 09, encontrei ele hoje em um caderno cheio de outros que escrevi há um tempinho. Sabe nestes meses que se passaram muita coisa mudou mesmo, é muito bom reler aquele caderno inteiro e poder dizer que aos poucos eu consegui aceitar que não aconteceu como um dia eu tanto desejei, mas que tudo o que eu sofri se transformou em um grande aprendizado, posso ter perdido muito, mas o que hoje eu ganhei com aquilo, vale muito mais com certeza (:
I'm back.

'- Por qual caminho devo seguir, Sr. Gato?
- Depende para onde você quer ir
- Isso eu não sei dizer…
- Então, qualquer caminho serve'