Certos dias em que a saudade chegou no seu limite, eu desabei. As coisas não saiam do lugar, os mesmos rostos, a mesma rotina.
Sentia como se eu não passasse de um móvel, juntando poeira no canto da sala. Eu tinha uma gavetinha dentro dela está cheia de cartas, fotos, músicas e um baú trancado, pode-se ouvir tão sorrateiramente um batimento cardíaco dentro dele. No âmbito da sala não se escuta nada, não se encontra nem ânimo pra me tirar o pó, como um objeto ainda sujo eu só observava a vida lá fora.
Às vezes sinto o toque daquelas palavras, lembranças apenas isto. Servem-me pra que? Um alívio talvez, tão momentâneo quanto as estação do ano, são cinco minutinhos de prazer que logo se esvaíram e volto a estocar poeira novamente.
A cada dia uma nova metáfora, a casa dia uma nova história, a saudade foi se transparecendo de alguma forma, mas até quando continuaria escrevendo?
Toda força pra lutar, toda vontade de insistir tiveram seu limite. Ele abriu a porta e saiu, me deixou ali. Em tanto tempo meus sentidos me disseram que não havia acabo definitivamente, eu não sabia o porquê, agora resposta pra isso eu já tenho.
Tomei de volta a chave que ele tinha roubado, destranquei o baú, fiz reviver toda a vida que tinha tomado todinha pra ele, voltou a ser minha.
O sofrimento acaba, quando decidimos que ele deve acabar, acordar no dia seguinte e abrir um sorriso, é uma opção que ninguém pode fazer por nós. Ainda me pego às vezes em pensamentos que não devia ter, mas eu sei que isso é com o tempo que se vai...
Procurei em outros olhos enxergar os dele, me escondi atrás dos livros, cumpri novos horários, ocupei a minha mente, conheci novos rostos, elaborei um plano de fuga, mas no fim do dia os meus sonhos ainda me mostravam o que eu não queria ver, era ele ainda. Enfim tentar substituir algo não adiantaria de nada , uma hora ou outra um vazio tomaria conta de mim, não estava satisfeita...
Tive que aprender a não apostar minha felicidade por tão pouco, tive que aprender sozinha e consegui.... agora eu me basto, para assim depois, poder bastar alguém.
Sentia como se eu não passasse de um móvel, juntando poeira no canto da sala. Eu tinha uma gavetinha dentro dela está cheia de cartas, fotos, músicas e um baú trancado, pode-se ouvir tão sorrateiramente um batimento cardíaco dentro dele. No âmbito da sala não se escuta nada, não se encontra nem ânimo pra me tirar o pó, como um objeto ainda sujo eu só observava a vida lá fora.
Às vezes sinto o toque daquelas palavras, lembranças apenas isto. Servem-me pra que? Um alívio talvez, tão momentâneo quanto as estação do ano, são cinco minutinhos de prazer que logo se esvaíram e volto a estocar poeira novamente.
A cada dia uma nova metáfora, a casa dia uma nova história, a saudade foi se transparecendo de alguma forma, mas até quando continuaria escrevendo?
Toda força pra lutar, toda vontade de insistir tiveram seu limite. Ele abriu a porta e saiu, me deixou ali. Em tanto tempo meus sentidos me disseram que não havia acabo definitivamente, eu não sabia o porquê, agora resposta pra isso eu já tenho.
Tomei de volta a chave que ele tinha roubado, destranquei o baú, fiz reviver toda a vida que tinha tomado todinha pra ele, voltou a ser minha.
O sofrimento acaba, quando decidimos que ele deve acabar, acordar no dia seguinte e abrir um sorriso, é uma opção que ninguém pode fazer por nós. Ainda me pego às vezes em pensamentos que não devia ter, mas eu sei que isso é com o tempo que se vai...
Procurei em outros olhos enxergar os dele, me escondi atrás dos livros, cumpri novos horários, ocupei a minha mente, conheci novos rostos, elaborei um plano de fuga, mas no fim do dia os meus sonhos ainda me mostravam o que eu não queria ver, era ele ainda. Enfim tentar substituir algo não adiantaria de nada , uma hora ou outra um vazio tomaria conta de mim, não estava satisfeita...
Tive que aprender a não apostar minha felicidade por tão pouco, tive que aprender sozinha e consegui.... agora eu me basto, para assim depois, poder bastar alguém.

que lindo o texto Suu :)
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